segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A burocracia divina:



Nosso cotidiano está permeado por padrões, rotinas e procedimentos burocráticos. Acordar de manhã cedo, escovar os dentes, estudar, fazer as tarefas, conseguir um diploma, trabalhar, ganhar um salário e assim por diante. A burocracia estende-se por toda uma vida, porque sempre há hierarquias, divisão de tarefas, horários e o zelo no cumprimento do dever. Cada instituição funciona conforme uma burocracia em específico e legitima uma atividade. A escola legitima a educação escolarizada. A medicina legitima a institucionalização da saúde. O serviço social, quando norteado por princípios conservadores, funciona como controle de massas proletárias revoltosas. Uns séculos atrás, os poderes instituídos, os templos e os homens da lei, os sacerdotes, diziam ao povo o que era e o que não era fé. Proclamavam uma coisa e faziam outra. Até que Jesus apareceu e quebrantou os alicerces das instituições reinantes da época de outrora. Dizia que toda a ação deve estar norteada pelo amor à Deus. Daí, a Igreja institucionalizou o amor ao próximo. A mensagem de Cristo continua atual: o conformismo gera massificação, homens débeis, obedientes aos valores invertidos e ao pecado. Temos que desobedecer, agir contra a alienação, a obediência cega às instituições corruptas e buscar união com o rebanho do Senhor, a única burocracia que legitima o verdeiro serviço ao próximo feito sem nenhum interesse num "toma lá dá cá". A maioria das pessoas permanece em um terrível estado de inércia, tementes a qualquer mudança social, temerários quanto ás transformações, letárgicos, cumpridores do dever, "cidadãos de bem". Preocupam-se mais com o salário no final do mês, diversões e entretimentos vazios, cumprir o dever e levar uma vidinha monótona. Temos que ter ambição. Ambicionemos levar mais pessoas a conhecer um Deus transcendente, auxiliar na recuperação do Planeta Terra, compartilhar o amor e comunicar palavras de amor aos menos favorecidos. Nós precisamos sermos pessoas de destaque nessa iniciativa da igreja. Urge cravarmos nossos nomes na História, para, daí sim, conseguirmos alcançar a maior meta que uma pessoa pode aspirar: amar ao próximo e, no final das contas, encontrar com Deus na eternidade. 

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