O
governo Dilma, elegeu o Brasil como “pátria educadora” em seu discurso de posse
e prometeu que fará avanços em prol da democratização da educação.
No entanto, recentes mudanças no Programa de
Financiamento Estudantil (FIES) podem deixar alunos de fora do ensino superior,
como noticiado pela revista Istoé. O corte orçamentário de R$ 7 bilhões que
será feito no ministério da educação é o maior bloqueio em todas as pastas.
Pesquisas demonstram, também, que a educação básica apresenta sinais de
desaceleração no aprendizado. O FIES, programa pelo qual o governo banca a
mensalidade, onde o estudante paga a dívida após a formatura com juros baixos,
sofreu mudanças e constitui caso emblemático. Nessas alterações, somente se
manteriam, no programa, instituições de ensino superior que tivessem teto de
reajuste da mensalidade de até 4,5%. A
taxa subiu para 6,4% depois de negociações. A Associação Brasileira de
Mantenedores de Ensino Superior (ABMES) notificou que apenas 280 mil do 1,9
milhões de contratos haviam sido renovados até sexta-feira 13. O Ministério da
Educação não soube se justificar, mesmo com a reclamação das universidades
sobre a liberdade de mercado para que cada um possa estipular o reajuste
necessário. Assim, isso prejudica os alunos que têm suas mensalidades trancadas
porque o FIES não as bancas devido ao fato dele não cobrirem instituições cujos
reajustes de mensalidades não se enquadram dentro de determinados padrões. Já o
Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, Pronatec, sofre de outro
mal. Entidades afirmam que os recursos estão atrasados desde outubro de 2014.
Na quinta-feira, dia 19, o Ministério da Educação afirmou ter liberado R$ 119
milhões para regularizar o fluxo de pagamentos referentes às mensalidades de
2014 para instituições privadas. A explicação é que o pagamento de cada parcela
pode ser feito em até 45 dias após o vencimento do mês de referência, mas, há
repasses que teriam ultrapassado o vencimento. Outro problema repousa no fato
de que há uma exigência de 450 pontos no ENEM e uma nota maior do que zero na
redação para usufruir do FIES. Falta muito para um estudante da rede pública
poder chegar nessa pontuação, ainda sendo baixa.
O Movimento Todos Pela Educação, com base nos
dados da Prova Brasil de 2013, mostra que apenas 10,8% dos municípios atingiram
a meta de aprendizagem adequada para matemática no nono ano, enquanto em enquanto em 2011 esse índice era de 28,3%. Em língua
portuguesa, também para o nono ano, as cidades que atingiram o objetivo
representam 29,6%, contra 55% em 2011. O estudo também apresenta queda se
levadas em conta as disciplinas no quinto ano. Quanto aos números do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados em setembro de 2014, dos
5.369 municípios com índice da rede pública calculado, apenas 39,6% alcançaram
a meta de 2013 para os alunos do sexto ao nono ano. O senador Cristovam Buarque
afirma que o bloqueio vai na contramão de um projeto de crescimento
educacional, porque o Brasil deveria gastar R$ 9,5 mil por ano por aluno ao
invés de gastar apenas de R$ 3 mil a R$ 4 mil. Mais uma vez, recorro às
informações extraídas do livro “Serviço Social em tempos de Capital Fetiche - trabalho e questão social”, onde a autora comenta que o desenvolvimento das
forças produtivas (tecnologia e ciência) podem diminuir o tempo necessário para
a produção do essencial para a vida. Satisfeita as necessidades humanas,
pode-se passar o resto do tempo usufruindo da cultura, arte, religião, ciência
e da filosofia. As atividades superiores, os cultivos do pensamento e da
reflexão podem florescer graças a um intercâmbio de produtos úteis efetuado em
condições mais dignas, num comércio mais justo, cuja racionalidade econômica
esteja subordinada à criação de valores essenciais para o usufruto do gênero humano
e a diminuição da jornada de trabalho. A energia criativa represada pelo
trabalho alienado e abstrato pode ser melhora aproveitada na formação humana
integral, numa educação ampla, sem testes, provas, hierarquias escolares ou a
robotização do alunado. No último feriado de Carnaval, por exemplo, acampei no
35º Acampamento Intersinodal de Jovens, no centro de Rodeio 12, promovido pelo
Sínodo Vale do Itajaí. Fiquei em contato com a palavra de Deus, usufrui de boas
relações sociais, amizades mais saudáveis e em certos momentos, tive a
oportunidade de permanecer com minhas leituras, num estado de introversão
essencial à reflexão. Esse contato com a filosofia vai muito além dos
parâmetros de uma educação voltada unicamente com a formação unilateral para o mercado
de trabalho. Esse humanismo comprometido com a elevação do espírito precisa ser
resgatado no ensino.
Postagem dedicada às juventudes evangélicas, à Deus e para minha querida amiga Hellory Cindy Zwicker ;)
Postagem dedicada às juventudes evangélicas, à Deus e para minha querida amiga Hellory Cindy Zwicker ;)
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