terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sobre o problema da falta de água em São Paulo:



De acordo com a revista Veja do dia 25 de fevereiro de 2015, o governador de São Paulo, Geraldo Alcjmin (PSDB) disse, nessa última sexta-feira, que a Região Metropolitana de São Paulo, a mais afetada pela estiagem, “não depende” mais das chuvas e que, se as obras foram entregues no prazo, não haverá necessidade de rodízio. O político citou as obras de interligação do Atibainha, do Sistema Cantaneira, com a represa de Jaguari, da Bacia do Paraíba do Sul, a ampliação da captação do Sistema São Lourenço; e a transferência de água do Rio Grande e do Rio Guaió para o Sistema Alto Tietê. Quanto ao uso da represa Billings, que é poluída, Alckmin disse que ela já fornece água, desde os anos de 1960, para o Rio Grande e, desde 1990, para a represa Guarapiranga. Segundo Alckmin, a água pode ser tratada. O governo afirmou que contatou a Agência Nacional de Água (ANA) para reduzir a destinação de água da Billings para usinas elétricas, objetivando usá-la em mananciais. Creio que soluções técnicas são importantes para o aperfeiçoamento da gestão hídrica, mas, isso não é o suficiente. A administração pública deve ser pautada pela busca da máxima eficiência em democratizar os direitos sociais para o povo e essa questão é essencialmente política antes de ser técnica.
O sistema econômico deve enfatizar mais a geração de riquezas para as pessoas ao invés de servir ao capital fetiche, tornar a busca pelo lucro a curto prazo e a especulação financeira como metas últimas.
  



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