a)Trabalho e relações sociais:
O propósito do capítulo é descrever sobre o processo de reprodução das relações sociais na sociedade capitalista. Tenta-se elucidar o problema da reprodução das relações sociais. O fordismo, enquanto ideologia fabril, molda consciências. A valorização do capital potencia as desigualdades sociais. Existe, ainda, vínculo entre a produção capitalista e as relações alienadas entre os homens. Na sociedade mercantil, a distribuição do trabalho é regulada pela troca de coisas (mercado). O valor é uma determinada relação social tomada como coisa. O trabalho abstrato igualado com outros trabalhos (todos são gastos de energia física ou mental) cria valor, que é a expressão das relações de produção entre pessoas. Iguala-se socialmente, todos os trabalhos abstratos por meio da troca de seus produtos. O valor de troca é a forma social do produto do trabalho, sua capacidade de ser trocada em determinada proporção por qualquer outro produto. Assume-se relações reificadas, coisificadas, porque as relações entre pessoas são relações entre coisas. Daí, é desfeito as mistificações referente a considerar a redução do trabalho à dimensão concreta sem vícunlo com relações sociais ou aprisionar a sociabilidade dentro do sistema fabril. Reproduze-se o ciclo de circulação do capital, as classes trabalhadoras e capitalistas e o caráter capitalista da produção global. Cresce, desse movo, a plenitude do capital e o esvaziamento e a pobreza do trabalhador.
b) Mistificações acerca dos erros dos economistas burgueses sobre capital, terra e trabalho:
A mistificação do regime capitalismo implica em considerar os fatores produtivos, capital, terra e trabalho, como fontes de juros, renda fundiária e salário. As fontes de rendimento, segundo economistas burgueses, aparecem como: a) capital-juro: não é possível o capital possuir mais valor do que possui realmente. b) terra-renda: a terra, como elemento natural, não possui nenhum valor. c)trabalho-salário: o trabalho é intercâmbio metabólico do homem com a natureza, não-social. Já o salário não é o preço do trabalho, mas, da força do trabalho. Legitima-se os rendimentos do capitalistas com essas equívocos. Os frutos do trabalho convertem-se em capital, renda do solo, lucro e salário, a renda anual das três classes fundamentais: os capitalistas, os proprietários territoriais e os trabalhadores assalariados.
c)Trabalho produtivo:
O trabalho é produtivo somente quando serve à autovalorização do capital. Aplica-se capital na compra de maquinário e do pagamento do salário, incorporando trabalho ao capital. Daí, reproduz-se o valor aplicado ao salário e cria mais-valia, conversão do dinheiro em capital mediado pelo capital constante (condições de trabalho). O trabalho improdutivo é aquele que adquire, como pagamento, renda, salário ou lucro.
d)Renda da terra:
A renda da terra constitui parte da mais-valia social apropriada pelos proprietários fundiários, pelo fato de terem título jurídico da propriedade da terra. A renda fundiária é o excedente do lucro agrícola sobre o lucro médio, fazendo com que o preço regulador inclua a renda.
e)Crédito:
Parte da mais-valia ou lucro é retirada da circulação sob a forma de juro para pagamento de um empréstimo de capital, beneficiando o capitalista monetário. Isso estimula a especulação sem limites. O valor de mercado dos papéis de créddito é, em partes especulativo, é determinado pela receita esperada. A especulação é a raiz das crises econômicas.
f)Imperialismo:
A fusão entre capital industrial e bancário origina o capital financeiro, a concentração e a expansão industrial transformam a competição em monopólio. Centraliza-se os bancos, originando um capitalista coletivo. Converte-se o capital monetário inativo em ativo, isto é, capital que rende lucro ao reunir todo tipo de rendimento monetário a serviço das classes capitalistas, subordinando toda a vida social. O excedente de capital é usado para aumentar os lucros mediante a exportação de capitais do estrangeiro aos países atrasados. Países exportadores de capital e associações monopolistas tendem a fazer repartições econômicas e políticas do mundo pela política colonial. As flutuações das taxas de lucro resultam em ondas longas com tonalidade expansiva e/ou de estagnação na tensão entre superacumulação e crise e depressão.
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