Estive
na FURB, Universidade Regional de Blumenau, prestigiando o encontro “Co-criando
ambientes de inovação e coworking”, no dia 7 de fevereiro de 2015. Portanto,
trato de descrever o meu parecer sobre o evento. Eu, enquanto estudioso das
ciências e dos fenômenos sociais, tenho grande interesse em fundamentar
explicações acerca das novas formas de empreendedorismo, maneiras de alavancar
negócios, construir redes de contatos e dinamizar a economia criativa. As
profissões que não se recriarem, aproveitarem as novidades do paradigma
pós-industrial emergente, abandonando a linearidade e seguindo a
exponencialidade, ou seja, a multiplicidade de idéias, conceitos e informações
que se reproduzem em velocidade exponencial, terão problemas no mundo da
economia global em mutação. Anteriormente, o foco das gerações passadas era o
lucro, a aposentadoria e galgar degraus mais altos nas hierarquias fixas das
empresas. Hoje em dia, o foco da geração Y é unir diversão e trabalho, fazer o
que se gosta, aproveitar as oportunidades e melhorar o mundo. Por isso que é
tão importante uma estrutura como o “cowarking” que oriente o processo de criar
novos negócios, uma espécie de burocracia, trâmites legais e gestão de pessoas
que tirem os sonhos do papel. Cada novo tópico deve ser aproveitado em suas
potencialidades por uma administração de co-criação, flexível, adaptável e que
seja horizontal. Tomemos como exemplo o Quíron que foca a educação para jovens
realizarem os sonhos deles ou os projetos de Leonardo Aguiar com sua palestra
sobre como aplicativos da internet podem ajudar no monitoramento da saúde do
paciente. Também, vale citar as palestras de Ricardo Heidorn sobre
monitoramento de mídias sociais, os conceitos vindos com Renata Miguez sobre
como o foco no sentimento e na inteligência social podem reforçar laços de
amizade durante o processo de incubação de negócios, bem como as idéias
trazidas com a professora Elisângela sobre a revitalização do bairro Itoupava
Seca. Mas, cabe lembrar que o trabalho continua a ser uma força social capaz de
emancipar a sociedade, essencial para superar o jugo do capital sobre a humanidade.
Como recomendação, eu proponho a recorre-se a economia solidária para favorecer
a integração regional, criar mais postos de trabalho, horizontaliza-se as
relações de trabalho através da autogestão e da co-criação, criam-se valores
essenciais para o usufruto do gênero humano, valores de uso, ao invés dos valores
de troca, ou seja, produtos que satisfazem os apetites artificiais do mercado.
A informatização da economia pode baratear os custos dos produtos e serviços,
criando uma economia da abundância e reservando a parte mais intelectual e
divertida do trabalho para a pessoa, além de “humanizar” as relações
trabalhistas. Só temos a ganhar unindo o pensamento da autogestão trabalhista e
solidária com a iniciativa da co-criação e empreendedorismo.
Gostei do texto, parabéns!
ResponderExcluir