domingo, 8 de fevereiro de 2015

Percepção sobre o encontro Co-criando ambientes de inovação e coworking do dia 7 de fevereiro de 2015 na FURB:



Estive na FURB, Universidade Regional de Blumenau, prestigiando o encontro “Co-criando ambientes de inovação e coworking”, no dia 7 de fevereiro de 2015. Portanto, trato de descrever o meu parecer sobre o evento. Eu, enquanto estudioso das ciências e dos fenômenos sociais, tenho grande interesse em fundamentar explicações acerca das novas formas de empreendedorismo, maneiras de alavancar negócios, construir redes de contatos e dinamizar a economia criativa. As profissões que não se recriarem, aproveitarem as novidades do paradigma pós-industrial emergente, abandonando a linearidade e seguindo a exponencialidade, ou seja, a multiplicidade de idéias, conceitos e informações que se reproduzem em velocidade exponencial, terão problemas no mundo da economia global em mutação. Anteriormente, o foco das gerações passadas era o lucro, a aposentadoria e galgar degraus mais altos nas hierarquias fixas das empresas. Hoje em dia, o foco da geração Y é unir diversão e trabalho, fazer o que se gosta, aproveitar as oportunidades e melhorar o mundo. Por isso que é tão importante uma estrutura como o “cowarking” que oriente o processo de criar novos negócios, uma espécie de burocracia, trâmites legais e gestão de pessoas que tirem os sonhos do papel. Cada novo tópico deve ser aproveitado em suas potencialidades por uma administração de co-criação, flexível, adaptável e que seja horizontal. Tomemos como exemplo o Quíron que foca a educação para jovens realizarem os sonhos deles ou os projetos de Leonardo Aguiar com sua palestra sobre como aplicativos da internet podem ajudar no monitoramento da saúde do paciente. Também, vale citar as palestras de Ricardo Heidorn sobre monitoramento de mídias sociais, os conceitos vindos com Renata Miguez sobre como o foco no sentimento e na inteligência social podem reforçar laços de amizade durante o processo de incubação de negócios, bem como as idéias trazidas com a professora Elisângela sobre a revitalização do bairro Itoupava Seca. Mas, cabe lembrar que o trabalho continua a ser uma força social capaz de emancipar a sociedade, essencial para superar o jugo do capital sobre a humanidade. Como recomendação, eu proponho a recorre-se a economia solidária para favorecer a integração regional, criar mais postos de trabalho, horizontaliza-se as relações de trabalho através da autogestão e da co-criação, criam-se valores essenciais para o usufruto do gênero humano, valores de uso, ao invés dos valores de troca, ou seja, produtos que satisfazem os apetites artificiais do mercado. A informatização da economia pode baratear os custos dos produtos e serviços, criando uma economia da abundância e reservando a parte mais intelectual e divertida do trabalho para a pessoa, além de “humanizar” as relações trabalhistas. Só temos a ganhar unindo o pensamento da autogestão trabalhista e solidária com a iniciativa da co-criação e empreendedorismo.   
      



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