Vejamos,
agora, como se acontece a execução do projeto. Primeiramente, analisa-se a
necessidade, estabelece-se os limites primários, identifica-se o problema. Com
isso, o projeto é segmentado em afinidades competentes, respeitando o caráter
multidisciplinar ao se criar equipes para cada questão. O problema, uma vez
segmentado em compartimentos (projetos menores), deve ser resolvido através de
execução do planejamento, este, por sua vez, sempre gerenciado. Argumentos, por
exemplo, que embasam a necessidade de se instalar um sistema público de
abastecimento, podem ser o consumo per capta, a população local pesquisada em
função do IBGE, cadastros imobiliários, fotos aéreas ou mesmo contagem das
unidades em campo, disponibilidade de água a ser demandada, topografias, tipos
de solo, desenho da estrutura viária. Tudo deve estar bem claro para a
execução. A qualidade do projeto estará em função da sistematização da
pesquisa. Documentos que registram decisões devem ser nominadas e assinadas
pelos responsáveis para cobrar os resultados. O horizonte de validade definirá
o tempo necessário para o atendimento às necessidades. Então, nesta fase
devemos observar, por exemplo, se:
Existem informações de causas da
necessidade, características sócio-geográficas da ocupação do solo, etc;
Para a definição do escopo podem ser
necessárias informações censitárias, ambiental de mananciais de água, etc;
Subsídios que definam o espaço
geográfico, se o projeto tratar de uma implementação de infra-estrutura,
estrutura viária, divisão imobiliária, topografia e também possibilidades de
expansão.
A pesquisa dever vir a
complementar uma informação, ou ainda ser preferencialmente controlável. Os
resultados devem ter limites conhecidos ou pré-estabelecidos e as informações
iniciais não devem divergir. A organização da pesquisa em escritório e campo
pode racionalizar o tempo de execução do projeto. A pesquisa de escritório e o
planejamento do projeto, dependendo da magnitude podem se confundir. Pequenos
projetos demandam, em via de regra, tempos menores de elaboração e as fontes
acessadas para estudo e pesquisa se fazem concomitantes. Usa-se, na pesquisa,
base cartográfica, o sistema CAD, planilhas eletrônicas, bibliotecas, livros,
catálogos, manuais e normas técnicas.
Antes de sair a campo, programa-se
uma verificação dos materiais para o sucesso da investida. Das pesquisas de
escritórios, materiais são elaborados para a pesquisa de campo, que com o
auxilio de instrumentos (GPS, localizados de massa metálica, trena, etc)
pode-se validar as informações de escritório. Outra demanda de campo pode ser
preparada para diferentes necessidades. A adoção da melhor tecnologia deve
estar fundamentada para que ela tenha algum diferencial. É adequada a
tecnologia ao contexto. Depois, parte-se para a ação. Além disso, especifica-se
a estrutura que estará envolvida na realização das ações do projeto. Uma vez
implementada as ações de um projeto as mesmas devem ser avalizadas através de
métodos estabelecidos.
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