quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Viva e deixe viver parte 7:

Lembro-me perfeitamente bem dos meus tempos de meninice... Alunos mais capazes costumavam lançar larachas sobre mim por conta de péssimas notas minhas. Avaliar quantitativamente um aluno é anacronismo, um crime contra o intelecto. Proponho novas formas de atribuir conceitos aos alunos, afinal, temos mesmo que estimular as ricas individualidades e singularidades dos nossos discentes. Fichas de observação são menos punitivas do que a prova convencional. Assim, verifica-se a evolução do alunado através de doses homeopáticas de observações nas diferentes etapas do projeto, segundo critérios como reforçamento de laços interpessoais, florescimento de múltiplas inteligências, conteúdo abordado em quantidade e qualidade. O foco da avaliação deve ser o engajamento de cada aluno no que se refere às etapas dos projetos, ou melhor, o envolvimento e colaboração em cada uma das atividades feitas pela equipe. O processofólio, uma coletânea contendo material de coleta, pesquisa, entrevista e investigação, resultando em evidências de aprendizagem. A análise das hipóteses levantadas pelo aluno na execução do aluno, também, indicam a qualidade do projeto. Essas hipóteses podem ser melhor formuladas quando se completa as seguintes sentenças:

a)Acredito que este projeto...
b)Meu planejamento...
c)Meu grupo acha que nossa pesquisa...
d)No começo do Projeto eu achava que...
e)No meio do Projeto eu já consegui...
f)Meu próximo Projeto será sobre...
g)Não gostei...
h)Em minha pesquisa descobri que...
i)O que mais gostei neste projeto...
j)Meu grupo...

Esse procedimento de formular hipóteses é caracterizado pela simplicidade. Não é preciso escrever longas redações a partir dessas frases, somente, a descrição básica da evolução dos conceitos e hipóteses, desde o início, até o fim, passando pelo meio e desenvolvimento, até desembocar em novos focos de interesse. E assim, a aprendizagem pode ser usufruída por toda uma vida, graças a uma escola que desenvolve o gosto por aprender e instituições educativas que possibilitam a livre fruição do conhecimento. Um ambiente inteligente fará pessoas assimilarem cada vez mais conteúdos. Não só a escola deve ser melhorada, mas, também, as instituições educativas, as teias de oportunidades citadas na postagem “Viva e deixe viver - parte 2”. As tecnologias educacionais, o computador e a informática possibilitam isso. A arquitetura virtual utilizada na execução de pedagogia de projetos permite o acesso à internet, e-mail (troca de informações sobre a vegetação das cidades onde estão localizadas escolas é uma ótima pedida de projeto, por exemplo,), grupos de discussão, chat e outros mecanismos virtuais essenciais a construção do conhecimento.



Nogueira, Nilbo Ribeiro. Pedagogia de projetos: uma jornada interdisciplinar rumo ao desenvolvimento das múltiplas inteligências, 6 ed. São Paulo; Érica, 2001.

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