Tendo vista que outras formas de produção que fogem da
racionalidade econômica devem ser fomentadas (por exemplo, a doméstica) para
que os limites dos ecossistemas não sejam ultrapassados e as instituições que
priorizam a livre troca de conhecimento sem que o mesmo esteja deformado por
uma grade curricular ou seja meta de algum programa escolar, pergunto: como
conciliar os dois elementos citados anteriormente com a produção industrial
convencional e a escola? Uma parte do dia temos que nos dedicar a estudar e
trabalhar formalmente, sendo que a outra proporção do tempo será reservada para
atividades que priorizam a produção autônoma, tanto de serviços, quanto de
produtos e conhecimentos. Qual é o método escolar de modo fazer o estudante
utilizar o que aprendeu na escola, num outro período, fora das salas de aula,
por meio de espaços educativos informais? Deve-se estimular a inteligência
prática, a resolução de problemas reais e a criação de valores úteis à
sociedade. Por isso é tão importante que haja a pluralidade de modos de
produção paralelos. São muitas as competências que podem ser valorizadas dessa
maneira. Há a inteligência lógico-matemática, linguística, espacial,
corporal-cinestésica, musical, interpessoal, intrapessoal, naturalista,
existencial, pictórica e emocional. A existência de tantas formas de
inteligência nos permitem entender o porquê temos que realizar uma
multiplicidade de atividades, como ler um livro, escrever um, conversar com um
amigo, jogar xadrez, pintar um desenho, resolver uma equação ou outras tantas
tarefas (que podem ser escolhidas livremente pelo sujeito) e que não são
passíveis de atribuir um salário. A sociedade do consumo passará a ser a
sociedade da ação e do lazer. O método passível de conjugar diferentes
inteligências que propiciam a usufruto de uma atividade prazerosa é a pedagogia
de projetos. Por projetos se entende uma irrealidade, uma referência ao futuro,
algo passível de acontecer. Sonha-se, em primeiro lugar, para depois, traçar as
metas do projeto, conciliando os objetivos do professor com os interesses do
aluno.
Logo após, vem o planejamento que abarca as seguintes
perguntas:
1)O quê – Sobre o que falaremos/pesquisaremos
2) Por quê – Por que estaremos tratando deste tema? Quais
os objetivos?
3)Como – Como realizaremos o projeto? Como
operacionalizaremos? Como poderemos dividir as atividades entre os membros do
grupo?
4)Quando - Quando realizaremos as etapas planejadas?
5)Quem – Quem realizará cada uma das atividades? Quem se
responsabilizará pelo que?
6)Recursos – Quais serão os recursos – materiais e
humanos – necessários para a perfeita realização do Projeto?
Colocar tudo em prática significa romper com a
passividade do aluno. Feito o projeto, deve-se depurá-lo. O aluno deve fazer
autocrítica necessária a isso. Posteriormente, é feito apresentação e exposição
do projeto. Partes da pesquisa, dados, bibliografias, relatórios, hipóteses
testadas, acertos e erros cometidos serão adicionados a um processofólio. Na
próxima postagem, apresentarei um exemplo de projeto já feitos, sua importância
para a educação ambiental. logo após, numa outra postagem, apresentarei, conceitualmente,
um exemplo de projeto meu ainda não testado.
Nogueira, Nilbo Ribeiro. Pedagogia de projetos: uma jornada
interdisciplinar rumo ao desenvolvimento das múltiplas inteligências, 6 ed.
São Paulo; Érica, 2001.
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