segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Viva e deixe viver parte 4:

Tendo vista que outras formas de produção que fogem da racionalidade econômica devem ser fomentadas (por exemplo, a doméstica) para que os limites dos ecossistemas não sejam ultrapassados e as instituições que priorizam a livre troca de conhecimento sem que o mesmo esteja deformado por uma grade curricular ou seja meta de algum programa escolar, pergunto: como conciliar os dois elementos citados anteriormente com a produção industrial convencional e a escola? Uma parte do dia temos que nos dedicar a estudar e trabalhar formalmente, sendo que a outra proporção do tempo será reservada para atividades que priorizam a produção autônoma, tanto de serviços, quanto de produtos e conhecimentos. Qual é o método escolar de modo fazer o estudante utilizar o que aprendeu na escola, num outro período, fora das salas de aula, por meio de espaços educativos informais? Deve-se estimular a inteligência prática, a resolução de problemas reais e a criação de valores úteis à sociedade. Por isso é tão importante que haja a pluralidade de modos de produção paralelos. São muitas as competências que podem ser valorizadas dessa maneira. Há a inteligência lógico-matemática, linguística, espacial, corporal-cinestésica, musical, interpessoal, intrapessoal, naturalista, existencial, pictórica e emocional. A existência de tantas formas de inteligência nos permitem entender o porquê temos que realizar uma multiplicidade de atividades, como ler um livro, escrever um, conversar com um amigo, jogar xadrez, pintar um desenho, resolver uma equação ou outras tantas tarefas (que podem ser escolhidas livremente pelo sujeito) e que não são passíveis de atribuir um salário. A sociedade do consumo passará a ser a sociedade da ação e do lazer. O método passível de conjugar diferentes inteligências que propiciam a usufruto de uma atividade prazerosa é a pedagogia de projetos. Por projetos se entende uma irrealidade, uma referência ao futuro, algo passível de acontecer. Sonha-se, em primeiro lugar, para depois, traçar as metas do projeto, conciliando os objetivos do professor com os interesses do aluno.
Logo após, vem o planejamento que abarca as seguintes perguntas:

1)O quê – Sobre o que falaremos/pesquisaremos
2) Por quê – Por que estaremos tratando deste tema? Quais os objetivos?
3)Como – Como realizaremos o projeto? Como operacionalizaremos? Como poderemos dividir as atividades entre os membros do grupo?
4)Quando - Quando realizaremos as etapas planejadas?
5)Quem – Quem realizará cada uma das atividades? Quem se responsabilizará pelo que?
6)Recursos – Quais serão os recursos – materiais e humanos – necessários para a perfeita realização do Projeto?

Colocar tudo em prática significa romper com a passividade do aluno. Feito o projeto, deve-se depurá-lo. O aluno deve fazer autocrítica necessária a isso. Posteriormente, é feito apresentação e exposição do projeto. Partes da pesquisa, dados, bibliografias, relatórios, hipóteses testadas, acertos e erros cometidos serão adicionados a um processofólio. Na próxima postagem, apresentarei um exemplo de projeto já feitos, sua importância para a educação ambiental. logo após, numa outra postagem, apresentarei, conceitualmente, um exemplo de projeto meu ainda não testado.


Nogueira, Nilbo Ribeiro. Pedagogia de projetos: uma jornada interdisciplinar rumo ao desenvolvimento das múltiplas inteligências, 6 ed. São Paulo; Érica, 2001.

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